2ª Conferência
A fazenda é concebida como uma individualidade agrícola coesa, auto–suficiente e diversificada,
buscando reduzir ao máximo o aporte de insumos externos, funcionando como um organismo autônomo.
O solo constitui um órgão nesse organismo, que contém forças etéricas e astrais. Corresponde ao
diafragma humano, que separa sistemas de órgãos. A individualidade agrícola é como um homem invertido:
o sistema neuro-sensorial é a raiz, subterrânea. Nós vivemos na parte aérea, equivalente ao sistema
metabólico–motor, a barriga.
O sistema radicular recebe forças dos planetas distantes.
As partes aéreas dependem dos planetas próximos.
O silício no solo é o receptor das forças cósmicas mais distantes. A cenoura (raiz), por exemplo,
exige solo silicoso. O silício é o receptor, a argila é o condutor ascendente das forças cósmicas.
O cálcio no solo e as sutis substâncias calcárias homeopaticamente distribuídas no ar, sugam e
conduzem o elemento terrestre de volta ao solo. A planta forma e enriquece o seu solo graças ao efeito
cálcico, que suga, atrai, concentra.
Quanto ao calor, temo-lo de dois tipos: o calor morto, floral e foliar sobre o solo, relacionado aos
planetas próximos, e o calor vivo, radicular, no solo, ligado aos planetas mais distantes, sobretudo Saturno.
O mesmo se dá com o ar, supra e subterrâneo. Com a água e a terra ocorre o contrário. No solo, tornam–
se mais inertes, mais receptivas às forças cósmicas mais distantes, sobretudo no inverno, quando
predominam forças de cristalização, de estruturação, ou seja, de sintonização com as fontes mais distantes.
Forças de inverno são forças do frio, de cristalização, de estruturação.
A argila é o elemento ascensor dessas forças. No verão manifesta-se exuberância, atividade,
desgaste.
No inverno repouso, reestruturação, reorganização, recarga.
Na semente, a organização protéica cresce em complexidade até atingir um clímax. Neste ponto,
ou permanece em dormência ou caotiza-se para receber a atuação cósmica do seu arquétipo; este imprimese
nela, restabelece a ordem e dá origem a um novo organismo. Cada planta é imagem, é expressão de
uma constelação cósmica, é construída a partir de um arquétipo cósmico. Ao germinar, atua então o
elemento terrestre HÚMUS, desenvolvendo o corpo vegetal. O elemento cósmico atua via solo e raiz e
ascende até a periferia manifestando–se em cores, aromas, sabores, valor nutritivo, propriedades cósmicas,
astrais, sensoriais. O vermelho vincula–se a Marte, o amarelo, a Júpiter, o azul, a Saturno e o verde, ao
Sol. A flor em si é terrestre, sua tonalidade de cor é cósmica. A raiz unitária (cenoura) é cósmica, a
ramificada é terrestre. A cavalinha (90% de SiO2,) concentra o cósmico no caule. O solo arenoso favorece
a concentração de força cósmica na raiz ou no caule da batata (falsa raiz).
Cumpre observar tais aspectos no trabalho de melhoramento, penetrar na estrutura da Natureza. A
rocha cósmica (Si) acolhe a luz no solo. O húmus, terrestre (Ca), é opaco.
O animal traz o componente astral para o organismo agrícola. O correto dimensionamento de cada
criação é fundamental para constituir o organismo integrado e auto-sustentado. Qualquer aporte de
esterco de fora é como um remédio para uma agricultura doente.
A bipolaridade cósmico - terrestre é também visível no animal.
O dianteiro, cônico – cilíndrico é cósmico e capta atuações de Saturno, Júpiter e Marte; o traseiro,
arredondado, recebe a ação da Lua, Mercúrio e Vênus. O meio, o coração, centro do sistema rítmicocirculatório,
recebe a atuação do Sol. O Sol atua via sistema neuro-sensorial pelo dianteiro até o coração.
A Lua atua via sistema metabólico-motor. O animal, em posição invertida, com a cabeça na terra, é a
imagem da individualidade agrícola. Se a forrageira é rica em atuações cósmicas, o animal que a ingere
fornecerá o esterco adequado para o solo, fechando-se o ciclo, o chamado “ciclo fechado de nutrientes
segunda-feira, 30 de julho de 2007
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